quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Tantas idas e vindas

Foram tantas idas e vindas, meu Deus, quantas histórias!
Viajar é preciso, é preciso! Com a mente sobre as rodas!

Porém, em 90% dessas idas e vindas acidentes, com quem adivinhem? Motoboys!

Desde já enfatizo não ter nada contra a classe, pelo contrário, acho que é o serviço mais apreciado dos grandes centros urbanos.

E é fato, que uma cidade como a de São Paulo, hoje, 2008, certamente não sobreviverá sem os serviços desses profissionais sobre rodas. A cada cm² de nossa ilustre marginal Tietê no período matutino e noturno existem ao menos 5 deles "ralando" retrovisores, em disparada, como se estivessem seguindo atrás do grande prêmio do dia. Um tombo daqueles que se seobreviver perde até o olfato. Sim!

Ontem meu carro teve problemas com a bateria e logicamente liguei para o seguro e solicitei o serviço de reparo, e sim! o mecânico veio de moto, como já é de costumo. Papo, vai, papo vem, conecta os cabos dá partida no carro, tudo ok, deixei o veículo ligado para o alternador carregar a bateria, e entre uma frase e outra. "Rapaz, fiquei 1 mês em coma e para não esquecer do acidente Deus me deixou sem olfato".

Ai vem a minha pergunta, qual o motivo de tanta imprudência por parte desses profissionais? Não adianta relutar, são imprudentes, claro, existem excessões, mas eu falo com base em fatos, viajo diariamente a distância de 220km, e vejo situações que mesmo Valentino Rossi certamente pensaria duas vezes em fazer.

Enfatizo a necessidade, porém, leis deveriam ser mais severas, legalização da classe de fato e um alerta, amigos motoboys, tomem mais cuidado, um dia simples de trabalho pode se tornar um belo dia de desespero mistura a um pouco de imprudência.